As brasileiras vivem sete anos a mais do que os brasileiros, de acordo com os dados da Tábua da Mortalidade, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta quinta-feira (28).
Enquanto a expectativa dos homens aumentou de 72,5 anos em 2017 para 72,8 anos em 2018, a das mulheres foi de 79,6 para 79,9 anos.
O sexo feminino também tem vantagem em relação à mortalidade infantil. A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino em 2018 não completar o primeiro ano de vida era de 13,3 a cada mil nascimentos. Já para as recém-nascidas, a chance era de 11,4 meninas não completarem o primeiro ano de vida.
Na faixa de 20 anos, outros fatores também influenciam para que as mulhres tenham mais chances de viver do que os homens. Em 2018, um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos do que uma mulher no mesmo grupo de idade.
"Esse fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina. Em 1940, o fenômeno da sobremortalidade masculina (maior mortalidade da população masculina em relação à feminina) não era registrado no país, o que mostra que ele está relacionado com o processo de urbanização e metropolização do Brasil", explica o IBGE.
De acordo com o insituto, a partir de 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc., passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino.
Entre 1940 e 2018 também diminuiu a mortalidade feminina no período fértil, de 15 a 49 anos de idade. Em 1940, de cada cem mil nascidas vivas, 77.777 iniciaram o período reprodutivo e, destas, 57.336 completaram este período. Já em 2018, de cada cem mil nascidas vivas 98.467 atingiram os 15 anos de idade e, destas, 94.483 chegaram ao final deste período.
Logo, a probabilidade de uma recém-nascida completar o período fértil em 1940, que era de 573‰, passou para 945‰ em 2018. Informações O Dia




0 comentários:
Postar um comentário